
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Carta do Padre Manuel a comunicar o falecimento do Padre Cândido aos irmãos
carta de P. Manuel Mendes a seus irmãos
“Baturité, 17-XII-1943. Venho cumprir o doloroso dever de vos participar que o nosso querido irmão mais velho o Padre Cândido faleceu ontem, do seu incómodo de coração. Setenta anos menos um mês era a sua idade.
Seus incómodos agravaram-se desde 10 de Agosto e não mais teve boa saúde. Consultou então em Fortaleza um médico especialista e sumidade em doenças de coração e depois de ter tirada a radiografia e feitos os exames, este médico disse que o seu caso era perdido. Tão dilatado tinha o coração que o mais que lhe podia fazer era proporcionar-lhe meios para prolongar a sua vida por mais algum tempo. Assim foi. Aplicou os remédios e melhorou um pouco.
Passado algum tempo voltou-lhe terrível falta de respiração com o congestionamento do pulmão. Persuadiu-se que ia morrer e dizia que nunca julgara que a morte fosse tão tormentosa, por motivo de falta de ar.
O P. Cândido era muito estimado e rezou-se, muito, muito, em nossas casas e por esses conventos de boas religiosas até ao Rio de Janeiro. Nosso Senhor fez-lhe a graça de descongestionar o pulmão e voltou a respirar com mais facilidade. Preparava-se a morte mais suave.
Quando o médico fez constar que poderia morrer de um momento para o outro, pediu o Santo Viático, que todos os da casa acompanharam em procissão. Todos os dias eu lhe levava a Santa Comunhão e no dia da morte duas vezes lhe dei a santa absolvição. De joelhos pedi-lhe uma bênção para mim e para todos vós.
No dia da sua morte, me falou da morte do João. Nosso Cândido morreu com morte invejável e que eu desejo muito para mim. O carinho com que foi assistido de todos lhe proporcionou grande bem-estar. Prometeu lembrar-se de todos vós no céu”.
Ecos da Província de Portugal
nº 3-4. Julho-Agosto. 1944, p.59
“Baturité, 17-XII-1943. Venho cumprir o doloroso dever de vos participar que o nosso querido irmão mais velho o Padre Cândido faleceu ontem, do seu incómodo de coração. Setenta anos menos um mês era a sua idade.
Seus incómodos agravaram-se desde 10 de Agosto e não mais teve boa saúde. Consultou então em Fortaleza um médico especialista e sumidade em doenças de coração e depois de ter tirada a radiografia e feitos os exames, este médico disse que o seu caso era perdido. Tão dilatado tinha o coração que o mais que lhe podia fazer era proporcionar-lhe meios para prolongar a sua vida por mais algum tempo. Assim foi. Aplicou os remédios e melhorou um pouco.
Passado algum tempo voltou-lhe terrível falta de respiração com o congestionamento do pulmão. Persuadiu-se que ia morrer e dizia que nunca julgara que a morte fosse tão tormentosa, por motivo de falta de ar.
O P. Cândido era muito estimado e rezou-se, muito, muito, em nossas casas e por esses conventos de boas religiosas até ao Rio de Janeiro. Nosso Senhor fez-lhe a graça de descongestionar o pulmão e voltou a respirar com mais facilidade. Preparava-se a morte mais suave.
Quando o médico fez constar que poderia morrer de um momento para o outro, pediu o Santo Viático, que todos os da casa acompanharam em procissão. Todos os dias eu lhe levava a Santa Comunhão e no dia da morte duas vezes lhe dei a santa absolvição. De joelhos pedi-lhe uma bênção para mim e para todos vós.
No dia da sua morte, me falou da morte do João. Nosso Cândido morreu com morte invejável e que eu desejo muito para mim. O carinho com que foi assistido de todos lhe proporcionou grande bem-estar. Prometeu lembrar-se de todos vós no céu”.
Ecos da Província de Portugal
nº 3-4. Julho-Agosto. 1944, p.59
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Padre Cândido Azevedo Mendes
P. Cândido Azevedo Mendes
Nasceu a 17 de Janeiro de 1874 – Soudos, freguesia do Paço (Torres Novas)
Baptismo: 8 Fevereiro 1874 – Igreja paroquial
Crisma: 10 Novembro 1889 – por D. Manuel Baptista da Cunha (Igreja do Turcifal)
Pais: Manuel Marcos Mendes / Teresa de Jesus d’Azevedo
Noviciado: 7 de Setembro de 1888 – Barro (Torres Vedras) – Mestre: P. João Arraiano
Últimos Votos: 2 de Fevereiro de 1908 – S. Fiel (Prov. José de Magalhães)
Sacerdote: 10 de Agosto de 1905 – Roma
3ª Provação: 1906-1907 - Barro
Faleceu: 16 de Dezembro de 1943 - Baturité (Brasil)
Estudos primários: 7 anos no lugar de Soudos + 2 em Payalvo
Frequentou a Escola Apostólica do Barro durante 2 anos
P. Cândido de Azevedo Mendes
1874-1943
Na Casa do Noviciado de Baturité faleceu com morte edificante o P. Cândido de Azevedo Mendes, Mestre de Noviços e ex-Provincial, Fundador da Vice-Província do Norte do Brasil. Na martirizante doença, que o vitimou, deu um grande exemplo de fortaleza e de conformidade com a vontade de Deus.
Nasceu em Soudos, freguesia de Nossa Senhora do Pranto dos Passos, no patriarcado de Lisboa, a 17 de Janeiro de 1874. Foram seus pais Manuel Marcos Mendes e Teresa de Jesus Mendes. Entrou na Companhia de Jesus em 7 de Setembro de 1888. Estudou Humanidades em Setúbal e Filosofia em S. Fiel, onde por 6 anos exerceu o magistério, distinguindo-se principalmente nas ciências da botânica e zoologia. Desta cultivou em especial o ramo dos Leptidóperos, de que deixou em Portugal a melhor colecção, que de S. Fiel foi levada, para se não perder no distúrbio da revolução de 1910, para o museu da Universidade de Coimbra.
Fez parte dos fundadores da Revista Brotéria, em que o seu nome aparece frequentemente em baixo de artigos magistralmente escritos sobre assuntos científicos.
Depois de concluir o curso teológico em Roma, voltou a Portugal para fazer a terceira provação na casa do noviciado do Barro, onde foi sócio do Mestre de Noviços. Feita a profissão solene de 4 Votos a 2 de Fevereiro de 1908, foi exercer o magistério em S. Fiel, desempenhando ao mesmo tempo o cargo de Ministro.
De carácter calmo e ponderado, solucionava os casos mais intrincados com prudência e acerto, como sucedeu na revolução de 1910, não se ausentando do Colégio sem pôr em salvo grande parte de seus bens. Só no dia 13 de Outubro, depois de proclamada a república e lavrado o decreto de expulsão da Companhia de Jesus em Portugal, é que foi obrigado pelo comandante a seguir para Castelo Branco para se apresentar ao Governador Civil. Não deixou, contudo, de protestar contra aquela violência feita aos direitos do cidadão e à propriedade particular. Não se ausentou, porém, do colégio sem celebrar nele a última Missa com sentinelas ao altar.
Depois de ter governado duas vezes a Província Portuguesa por 12 anos durante o período da dispersão, veio definitivamente para o Brasil em 1934 como Superior da Missão e sucessivamente Prepósito da Vice-Província, que exerceu até 1942.
Tomou então o cargo de Mestre de Noviços na casa de Baturité, onde terminou sua preciosa vida. Foram setenta anos ditosos, dos quais 55 foram unicamente para a glória de Deus e para o bem das almas, passados santamente na Companhia de Jesus. Dos seus benéficos frutos gozou e continuará gozando a Vice-Província do Brasil e a de Portugal.
Conheceu profundamente o Instituto da Companhia, com o qual regulou constantemente a sua vida. Em vista deste conhecimento, foi duas vezes nomeado Provincial e duas vezes Mestre de Noviços. Para maior aperfeiçoamento da observância regular, ele mesmo, com aprovação de Roma, elaborou o Costumeiro da Vice-Província, as regras do Prefeito Geral da Disciplina e vários outros documentos.
O seu talento governativo foi muitas vezes elogiado pelo P. Geral Wlodomiro Ledóchwski em cartas numerosas, que são um verdadeiro arsenal de louvores à prudência e acerto no modo como conduzia os súbditos e os negócios do seu cargo. Quando ainda estava no Noviciado, dele disse o seu P. Mestre, que, pela sua prudência e tino, já podia governar uma casa.
Na formação dos Noviços em Baturité soube juntar a suavidade com a fortaleza, não deixando passar sem penitência as mínimas faltas contra a observância das regras e da vida comum. Procurou formar os Noviços no genuíno espírito de S. Inácio, o que fazia sobretudo na explicação das regras, que lhes deixou elaborada com todo o esmero, a ponto de ser aconselhado, em Roma, pelo Assistente a publicá-la.
Depois da exortação, que fez à Comunidade na véspera de S. Afonso Rodrigues, recaiu gravemente e desta vez para nunca mais se levantar. Começou então o seu duro Calvário, em que Nosso Senhor lhe quis purificar a alma para entrar no gozo dos bens eternos.
No dia 15 de Novembro recebeu os últimos Sacramentos com tanta piedade e calma, que foi edificação de toda a Comunidade, a quem pediu perdão de suas faltas por intermédio do R. P. Reitor. Faleceu a 16 de Dezembro de 1943, deixando a todos cheios de saudade e edificação.
P. Alexandrino Monteiro, S. J.
A Perseverança na Companhia de Jesus
volume I – 1950 pp. 188-190
Nasceu a 17 de Janeiro de 1874 – Soudos, freguesia do Paço (Torres Novas)
Baptismo: 8 Fevereiro 1874 – Igreja paroquial
Crisma: 10 Novembro 1889 – por D. Manuel Baptista da Cunha (Igreja do Turcifal)
Pais: Manuel Marcos Mendes / Teresa de Jesus d’Azevedo
Noviciado: 7 de Setembro de 1888 – Barro (Torres Vedras) – Mestre: P. João Arraiano
Últimos Votos: 2 de Fevereiro de 1908 – S. Fiel (Prov. José de Magalhães)
Sacerdote: 10 de Agosto de 1905 – Roma
3ª Provação: 1906-1907 - Barro
Faleceu: 16 de Dezembro de 1943 - Baturité (Brasil)
Estudos primários: 7 anos no lugar de Soudos + 2 em Payalvo
Frequentou a Escola Apostólica do Barro durante 2 anos
P. Cândido de Azevedo Mendes
1874-1943
Na Casa do Noviciado de Baturité faleceu com morte edificante o P. Cândido de Azevedo Mendes, Mestre de Noviços e ex-Provincial, Fundador da Vice-Província do Norte do Brasil. Na martirizante doença, que o vitimou, deu um grande exemplo de fortaleza e de conformidade com a vontade de Deus.
Nasceu em Soudos, freguesia de Nossa Senhora do Pranto dos Passos, no patriarcado de Lisboa, a 17 de Janeiro de 1874. Foram seus pais Manuel Marcos Mendes e Teresa de Jesus Mendes. Entrou na Companhia de Jesus em 7 de Setembro de 1888. Estudou Humanidades em Setúbal e Filosofia em S. Fiel, onde por 6 anos exerceu o magistério, distinguindo-se principalmente nas ciências da botânica e zoologia. Desta cultivou em especial o ramo dos Leptidóperos, de que deixou em Portugal a melhor colecção, que de S. Fiel foi levada, para se não perder no distúrbio da revolução de 1910, para o museu da Universidade de Coimbra.
Fez parte dos fundadores da Revista Brotéria, em que o seu nome aparece frequentemente em baixo de artigos magistralmente escritos sobre assuntos científicos.
Depois de concluir o curso teológico em Roma, voltou a Portugal para fazer a terceira provação na casa do noviciado do Barro, onde foi sócio do Mestre de Noviços. Feita a profissão solene de 4 Votos a 2 de Fevereiro de 1908, foi exercer o magistério em S. Fiel, desempenhando ao mesmo tempo o cargo de Ministro.
De carácter calmo e ponderado, solucionava os casos mais intrincados com prudência e acerto, como sucedeu na revolução de 1910, não se ausentando do Colégio sem pôr em salvo grande parte de seus bens. Só no dia 13 de Outubro, depois de proclamada a república e lavrado o decreto de expulsão da Companhia de Jesus em Portugal, é que foi obrigado pelo comandante a seguir para Castelo Branco para se apresentar ao Governador Civil. Não deixou, contudo, de protestar contra aquela violência feita aos direitos do cidadão e à propriedade particular. Não se ausentou, porém, do colégio sem celebrar nele a última Missa com sentinelas ao altar.
Depois de ter governado duas vezes a Província Portuguesa por 12 anos durante o período da dispersão, veio definitivamente para o Brasil em 1934 como Superior da Missão e sucessivamente Prepósito da Vice-Província, que exerceu até 1942.
Tomou então o cargo de Mestre de Noviços na casa de Baturité, onde terminou sua preciosa vida. Foram setenta anos ditosos, dos quais 55 foram unicamente para a glória de Deus e para o bem das almas, passados santamente na Companhia de Jesus. Dos seus benéficos frutos gozou e continuará gozando a Vice-Província do Brasil e a de Portugal.
Conheceu profundamente o Instituto da Companhia, com o qual regulou constantemente a sua vida. Em vista deste conhecimento, foi duas vezes nomeado Provincial e duas vezes Mestre de Noviços. Para maior aperfeiçoamento da observância regular, ele mesmo, com aprovação de Roma, elaborou o Costumeiro da Vice-Província, as regras do Prefeito Geral da Disciplina e vários outros documentos.
O seu talento governativo foi muitas vezes elogiado pelo P. Geral Wlodomiro Ledóchwski em cartas numerosas, que são um verdadeiro arsenal de louvores à prudência e acerto no modo como conduzia os súbditos e os negócios do seu cargo. Quando ainda estava no Noviciado, dele disse o seu P. Mestre, que, pela sua prudência e tino, já podia governar uma casa.
Na formação dos Noviços em Baturité soube juntar a suavidade com a fortaleza, não deixando passar sem penitência as mínimas faltas contra a observância das regras e da vida comum. Procurou formar os Noviços no genuíno espírito de S. Inácio, o que fazia sobretudo na explicação das regras, que lhes deixou elaborada com todo o esmero, a ponto de ser aconselhado, em Roma, pelo Assistente a publicá-la.
Depois da exortação, que fez à Comunidade na véspera de S. Afonso Rodrigues, recaiu gravemente e desta vez para nunca mais se levantar. Começou então o seu duro Calvário, em que Nosso Senhor lhe quis purificar a alma para entrar no gozo dos bens eternos.
No dia 15 de Novembro recebeu os últimos Sacramentos com tanta piedade e calma, que foi edificação de toda a Comunidade, a quem pediu perdão de suas faltas por intermédio do R. P. Reitor. Faleceu a 16 de Dezembro de 1943, deixando a todos cheios de saudade e edificação.
P. Alexandrino Monteiro, S. J.
A Perseverança na Companhia de Jesus
volume I – 1950 pp. 188-190
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Padre Manuel Azevedo Mendes S.J.
P. Manuel d'Azevedo MendesNasceu a 20 de Março de 1880.Entrou no noviciado do Barro (Torres Vedras) a 6 de Setembro de 1897. De 1900 a 1902 fez os estudos de Humanidades Juniorado) sempre no Barro.De 1903 a 1904 está em Guimarães na Escola Apostólica (uma etapa de formação).Entre 1905 e 1907 está em Setúbal a fazer estudos de Filosofia.Nos anos de 1908 a 1910 está no Colégio de Campolide (Lisboa) a fazer o Magistério. (= significa colaborar no Colégio, pondo em uso os ensinamentos entretanto adquiridos. O mais provável é que fosse professor, ou encarregado de grupos de alunos).De 1911 a 1912 está em Murcia (Espanha) a estudar Teologia. [Recordo que desde 1910 os jesuítas estão expulsos de Portugal...] Estudos que vai continuar nos anos de 1913 a 1914 em Enghien (Bélgica) e Hastings (Inglaterra).É ordenado Diácono em 3 de Maio de 1914 e Padre a 2 de Agosto do mesmo ano, sempre em Hastings.Em 1915 e 1916 está outra vez em Enghien a fazer o 4º ano de Teologia. (Na verdade até há bem pouco tempo os jesuítas eram ordenados após o 3ºano de Teologia). Faz ali também a 3ª Provação (= uma etapa conclusiva da formação dos jesuítas, que consiste em repetir partes do Noviciado quando toda a formação está já terminada).Em 2 de Fevereiro de 1917 emite os últimos votos em S. Michel (Bélgica).Entre 1918 e1919 está a trabalhar no Colégio S.Inácio em Guipúzcua (País Basco - Espanha).De 1920 a 1924 está no Colégio de La Guardia (Espanha, mas o Colégio é gerido pelos jesuítas portugueses para alunos portugueses).Em 1925 está em Oya (Espanha) a ajudar o Provincial (que é o irmão Cândido A.M.).Parte então para o Brasil, para o Nordeste, que é uma região que nessa época está entregue à Província Portuguesa da Companhia de Jesus. Nunca mais voltou a sair do Brasil!De 1926 a 1942 está no Recife [Em 1934 foi Vice Provincial; era o seu irmão Cândido o Provincial].Entre 1943 e 1944 está na Escola Apostólica em Baturité.De 1945 a 1960 volta para o Recife para o Colégio Nóbrega e depois também para a Faculdade de Filosofia.Durante todos estes anos foi Ministro (="dono da casa", responsável pelos empregados, compras, manutenção, etc), Ecónomo (= o responsável dos dinheiros e bens de uma obra), Professor, Director de Congregações Marianas, levando para diante vários trabalhos pastorais.Morreu a 30 de Novembro de 1960 no Recife.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Padre João Azevedo Mendes S.J.
P. João d’Azevedo Mendes
Nascimento: 27 Abril 1883 – Soudos, freguesia do Paço – Torres Novas
Pais: Manuel Marcos Mendes e Teresa de Jesus de Azevedo Mendes
Noviciado: 7 Setembro 1898 – Barro (Torres Vedras)
Últimos Votos: 2 Fevereiro 1917 – Professo de 4 Votos.
Falecimento: 10 Agosto 1940 – Barcelos
Nascido em Soudos (Torres Novas), a 27 de Abril de 1883, e depois dos estudos preparatórios na Escola Apostólica de Guimarães, entrou na Companhia a 7 de Setembro de !898 na Casa de Provação do Barro (Torres Vedras).
Acabado o Noviciado dedicou-se ao estudo das Humanidades durante 4 anos e a 7 de Setembro de 1904 passou para o Colégio de S. Francisco em Setúbal para estudar Filosofia.
Acabado o curso de Filosofia, aceitou com alegria e generosidade ser destinado à Missão da Zambézia (Moçambique), onde trabalhou como professor, em Quelimane, até 1910. Exilada a Companhia, deixou a Zambézia e foi para Hastings (Ore Place, Hastings, Inglaterra), cursar Teologia.
Foi ordenado Sacerdote a 2 de Agosto de 1914, em Hastings, por D. Pedro Amigo, e, concluída a Teologia, fez a 3ª Provação em Canterbury.
No ano seguinte, exerceu durante 2 anos o ofício de Ministro no Colégio de La Guardia (Espanha). Dali passou ao Seminário Menor de San Martin de Trevejo, com o mesmo ofício e, simultaneamente, Padre Espiritual dos alunos, até 1922. [Nota: apesar de ser em Espanha, era gerido por jesuítas portugueses e para estudantes portugueses].
Em 1917 fizera a profissão de 4 votos.
De 1922 a 1924 ensinou teologia moral e latim no Seminário Arquidiocesano de Évora, onde foi também Padre Espiritual dos alunos,
Em 1924 passou para La Guardia como Reitor e Consultor da Província, cargos que exerceu durante 6 anos. Quando o P. Provincial Cândido Mendes visitou a Missão Setentrional do Brasil, deixou em Portugal o P. João como Vice-Provincial.
De Reitor de La Guardia passou a Superior da Residência de Braga, onde foi também Padre Espiritual e professor de teologia ascética no Seminário Arquidiocesano; mas foi obrigado a abandonar os dois cargos, alguns meses depois, por doença nervosa que o deixou incapaz de qualquer trabalho.
Em 1932 exerceu, durante um ano, o ofício de Ministro da casa de Guimarães. Em 1933 voltou ao Seminário de Évora, como professor e Padre Espiritual.
A 15 de Agosto de 1935 foi nomeado Reitor da Casa de Provação de Alpendurada, cargo que exerceu durante 3 anos.
Em 1938 foi enviado para o Seminário menor de Macieira de Cambra, como Padre Espiritual dos Jesuítas e dos alunos; poucos meses depois adoecia novamente de psicastenia.
Esteve em várias casas da Província em busca de cura, mas a doença desenvolveu-se de tal maneira que, por conselho dos médicos, os Superiores se viram forçados a internar o caríssimo Padre na Casa de Saúde dos Irmãos de S. João de Deus, em Barcelos.
Melhorou um pouco, começando a celebrar missa, o que antes não podia fazer.
Deu a todos edificação e grande exemplo de paciência, resignação e piedade. Passava todos os dias horas de oração, diante da SS. Eucaristia.
A morte aconteceu inesperadamente.
A 10 de Agosto de 1940, celebrou de manhã, como costumava; pelas 11 horas, teve uma hemorragia cerebral e, pouco depois, faleceu.
Do Colégio (Santo Tirso) partiram imediatamente para Barcelos 2 Padres e, no dia seguinte, mais 4, para o funeral. Ficou sepultado no Cemitério de Barcelos.
A ele se deve um grande progresso no Colégio de La Guardia: como Reitor deu grande incremento tanto ao edifício como ao número de alunos.
Generosamente angariou esmolas para a Casa de Provação e para o Seminário Menor.
Nascimento: 27 Abril 1883 – Soudos, freguesia do Paço – Torres Novas
Pais: Manuel Marcos Mendes e Teresa de Jesus de Azevedo Mendes
Noviciado: 7 Setembro 1898 – Barro (Torres Vedras)
Últimos Votos: 2 Fevereiro 1917 – Professo de 4 Votos.
Falecimento: 10 Agosto 1940 – Barcelos
Nascido em Soudos (Torres Novas), a 27 de Abril de 1883, e depois dos estudos preparatórios na Escola Apostólica de Guimarães, entrou na Companhia a 7 de Setembro de !898 na Casa de Provação do Barro (Torres Vedras).
Acabado o Noviciado dedicou-se ao estudo das Humanidades durante 4 anos e a 7 de Setembro de 1904 passou para o Colégio de S. Francisco em Setúbal para estudar Filosofia.
Acabado o curso de Filosofia, aceitou com alegria e generosidade ser destinado à Missão da Zambézia (Moçambique), onde trabalhou como professor, em Quelimane, até 1910. Exilada a Companhia, deixou a Zambézia e foi para Hastings (Ore Place, Hastings, Inglaterra), cursar Teologia.
Foi ordenado Sacerdote a 2 de Agosto de 1914, em Hastings, por D. Pedro Amigo, e, concluída a Teologia, fez a 3ª Provação em Canterbury.
No ano seguinte, exerceu durante 2 anos o ofício de Ministro no Colégio de La Guardia (Espanha). Dali passou ao Seminário Menor de San Martin de Trevejo, com o mesmo ofício e, simultaneamente, Padre Espiritual dos alunos, até 1922. [Nota: apesar de ser em Espanha, era gerido por jesuítas portugueses e para estudantes portugueses].
Em 1917 fizera a profissão de 4 votos.
De 1922 a 1924 ensinou teologia moral e latim no Seminário Arquidiocesano de Évora, onde foi também Padre Espiritual dos alunos,
Em 1924 passou para La Guardia como Reitor e Consultor da Província, cargos que exerceu durante 6 anos. Quando o P. Provincial Cândido Mendes visitou a Missão Setentrional do Brasil, deixou em Portugal o P. João como Vice-Provincial.
De Reitor de La Guardia passou a Superior da Residência de Braga, onde foi também Padre Espiritual e professor de teologia ascética no Seminário Arquidiocesano; mas foi obrigado a abandonar os dois cargos, alguns meses depois, por doença nervosa que o deixou incapaz de qualquer trabalho.
Em 1932 exerceu, durante um ano, o ofício de Ministro da casa de Guimarães. Em 1933 voltou ao Seminário de Évora, como professor e Padre Espiritual.
A 15 de Agosto de 1935 foi nomeado Reitor da Casa de Provação de Alpendurada, cargo que exerceu durante 3 anos.
Em 1938 foi enviado para o Seminário menor de Macieira de Cambra, como Padre Espiritual dos Jesuítas e dos alunos; poucos meses depois adoecia novamente de psicastenia.
Esteve em várias casas da Província em busca de cura, mas a doença desenvolveu-se de tal maneira que, por conselho dos médicos, os Superiores se viram forçados a internar o caríssimo Padre na Casa de Saúde dos Irmãos de S. João de Deus, em Barcelos.
Melhorou um pouco, começando a celebrar missa, o que antes não podia fazer.
Deu a todos edificação e grande exemplo de paciência, resignação e piedade. Passava todos os dias horas de oração, diante da SS. Eucaristia.
A morte aconteceu inesperadamente.
A 10 de Agosto de 1940, celebrou de manhã, como costumava; pelas 11 horas, teve uma hemorragia cerebral e, pouco depois, faleceu.
Do Colégio (Santo Tirso) partiram imediatamente para Barcelos 2 Padres e, no dia seguinte, mais 4, para o funeral. Ficou sepultado no Cemitério de Barcelos.
A ele se deve um grande progresso no Colégio de La Guardia: como Reitor deu grande incremento tanto ao edifício como ao número de alunos.
Generosamente angariou esmolas para a Casa de Provação e para o Seminário Menor.
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