sábado, 15 de agosto de 2026

Trabalhos de manutenção na dispensa na nossa Casa Mãe

 Estado em que se encontravam as paredes




Estado após limpezas e pintura







Recolocação dos móveis devidamente restaurados







Pede-se a alguns associado que se lembre do ano desta intervenção para a indicar nos comentários

terça-feira, 21 de julho de 2026

Duas fotos do Verão de 2027 (quase centenárias)

 Teresa, José Cândido, Cândida, Manuel, João e Fernando na Figueira da Foz.

A filha mais nova de Cândido e Victória - Maria de Jesus - ainda não tinha nascido.



sábado, 11 de julho de 2026

Mais uma foto do espólio do Eng. Francisco Antunes

 Foto possivelmente datada de 1927 com os dois manos mais velhos dos Azevedo Mendes dos Soudos: Maria Teresa e José Cândido. Ambos com velas na mão e vestido de branco. Possivelmente no dia da 1ª Comunhão de Teresa ou da ambos.


sábado, 4 de julho de 2026

Foto do Verão de 1927 ou 1928 enviada por Cândido Azevedo Mendes para o seu cunhado Eng. Francisco Antunes

Apesar do ambiente rural, é bem provável que esta foto tenha sido tirada num quintal duma casa alugada na Figueira da Foz. Nela podemos ver três dos filhos de Cândido e Victória: Teresa, Manuel e João. A foto está escrita no verso por Cândido. Trata-se de mais uma foto inédita, pertencente ao espólio do Eng. Francisco Antunes, o qual está a ser organizado pelo seu neto Eng. João Mourão


Tanscrição do texto no verso da foto: Meu caro Francisco

Não sei se estarás ahí, contudo as minhas notícias para ahí vão e à Maria também as dirigo. Começo por felicitá-lo pelo corte de …. Ficou bem? Estou ansioso por ver os efeitos. Aqui estou desde segunda feira com os pequenos que felizmente estão benzinho ainda tem alguma tosse mas quase nada, se Deus quiser em breves dias estarão completamente bons.

A Victoria coitada ainda está nos Soudos e d’ela só tive notícias ainda uma só vez, por um postal, não sei pois se a Maria Cândida e Fernando estão melhores. Vae um retrato dos pequenos tirei vários e breve mando outros

Muitos beijos de todos nós      Candido



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Castanheiro bravo

 Assim se apresenta frondoso este icone (centenário ou quase) no jardim de dona Victorinha na Quinta da Cerca nos Soudos


segunda-feira, 29 de junho de 2026

foto de Mari Joana com Bugia à entrada da "casa dos moços"


 



Mari Joana

 

                              Mari Joana e as lembranças da variada e quase Auto-Suficente actividade                                       da Casa Agrícola dos Meus Avós Maternos

           

            MariJoana descia de madrugada do sobrado onde criou o seu lúgubre e misterioso refúgio. Acordava a restante criadagem para mais um dia de labuta que incluía o reavivar das chamas do fogão a lenha, os despejos das cinzas e outros lixos, a recolha de brasas para colocar nos ferros de engomar e nas braseiras, a ida à capoeira para tratar da criação, a recolha na horta de alguma hortaliça e de fruta no pomar.

            Vivi ainda dentro duma economia agrícola quase auto-suficiente com hortas, pomares, capoeira, pocilgas, curral de ovinos, estábulo de animais de tiro e cela, adega, lagar de azeite, destilaria de aguardente de figos, eira para debulha de cereais e forno de cozer pão. A estrutura produtiva agrícola mantinha-se quase intacta havia gerações. Só o velho moinho de vento, no cabeço sobranceiro ao cemitério tinha desaparecido enquanto elemento activo duma intrincada e bem urdida cadeia de produção. Só lhe restavam as paredes em ruína que eu escalava em tardes solitárias, para contemplar, lentos, suaves e envolventes Pôr-do-Sol por detrás da Serra d’Aire.

            Todo esse mundo ordenado entre senhores da terra e servos seus servidores, tão parecido com o que reinou durante séculos por toda a Europa agrária, ainda permanecia quase intacto, conservado por um estilo de governação e por uma ideologia que preferia a continuidade à mudança.

            Estávamos na fronteira entre o minifúndio do Norte e o latifúndio do Sul. Vi chegar o 1º tractor. Antes dele, e também antes de eu vir ao mundo chegara o vetusto locomóvel a vapor que accionava por correias a debulhadora de cereais e chegaram também os primeiros automóveis que iam convivendo com os veículos de tracção animal. A propósito destes, lembro aquelas tardes de Domingo em que saíamos de “breque” puxado por uma parelha de cavalos ou mulas e o cocheiro nos levava pela estrada ainda de “maquedame” até à aldeia da minha bisavó materna (Argea).

  (Lisboa, Março de 1996)