O Museu Bocage referido no post anterior não é o museu do poeta mas dum primo dele, de nome José Vicente Barbosa du Bocage, e que era dedicado às ciências da natureza.
domingo, 18 de outubro de 2026
Padre Cândido Azevedo Mendes e as borboletas
Durante os anos, finais do sec. XIX e princípios de XX, Padre Cândido Azevedo Mendes foi professor no célebre Colégio de S. Fiel na Beira - Louriçal do Campo. Aí, além da actividade pedagógica desenvolveu uma notável actividade científica que lhe grangeou reputação internacional no campo dos Lepidopetros (vulgo borboletas). Infelizmente a sua grande colecção de borboletas desapareceu com o fecho do Colégio e a expulsão dos Jesuítas ( assunto a que já me referi em post anterior).
Salvou-se um caderninho escrito pelo punho do Padre Candido onde estão referidas pelo seu nome científico 292 espécies de borboletas recolhidas nos arredores do colégio.
Não se sabe porquê, mas este caderninho foi parar ao Museu Bocage e daí transitou para o Museu da Faculdade de Ciências em Lisboa onde encontra e do qual vou tentar fazer uma reprodução em post posterior.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Centenário do Dr. Fernando Azevedo Mendes ( 1926 - 2026)
Este ano
verificou-se a data centenária do nascimento de Fernando Azevedo Mendes, sexto
filho de Cândido Azevedo Mendes e de Victória Sirgado Azevedo Mendes.
Não tendo
sido possível assinalar essa data convenientemente no mês de Março, mês do seu
nascimento, marcaram os seus filhos e netos uma celebração na Quinta da Cerca
no passado dia 3 de Outubro.
Foi muito
concorrida esta celebração que começou com Missa celebrada no exterior, à
sombra do castanheiro e seguida de repasto na Adega. Este repasto onde foram
servidos dois pratos quentes que eram do agrado do “Mano Velho” Fernando, foi
enriquecido por uma multitude de salgados e doces trazidos por toda a família.
Nunca fora
visto um ajuntamento tão grande de trisnetos de Cândido e Victória, alguns
ainda bébés, sinal de que a família cresce.
Calhou por
acaso acontecer neste dia o octogésimo primeiro aniversário do autor destas
linhas, sobrinho mais velho do Dr. Fernando e neto mais velho de Cândido e Victória.
Assim lá tive de apagar as velas num grande bolo que a minha mana São trouxe.
Claro que tive de dizer algumas palavras, lembrando o papel decisivo que o “Mano
Velho” Fernando teve na constituição da Associação dos Amigos da Cerca e
lembrando também algumas obras de melhoramentos feitos pelas mãos dos
associados. Falaram também a Teresa Avilez e os dois filhos do “Mano Velho”
Fernando Xico e Zecas.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Lembrando os três irmãos Padres Jesuítas de apelido "Azevedo Mendes"
5 de Outubro de 1910
(já lá vão 116 anos!)
Poucos dias depois da implantação da República um decreto de
Afonso Costa expulsa os jesuítas . Nessa altura os três jesuítas “Azevedo
Mendes” estavam em território português: Padre Cândido no colégio de S. Fiel na
Beira, Padre Manuel no colégio de Campolide em Lisboa (que depois foi quartel e
actualmente pertence à universidade) e o “escolástico” João em Moçambique para
onde fora mandado em Missão antes de ser ordenado Presbítero. Do Padre Cândido
sabemos que fez parte dum reduzido grupo que permaneceu no Colégio até chegar a
Guarda Republicana com ordens para os levar para o Governo Civil em Castelo
Branco. Uma tradição oral diz que essa Guarda esperou que Padre Cândido
terminasse de celebrar Missa para só depois o prender. Do Padre Manuel não
sabemos das condições penosas por que com certeza passou até alcançar terras de
Espanha e igualmente também não sabemos das condições, também decerto muito
penosas por que passou o Escolástico João, até alcançar terras de África então
inglesas.
(escrito da responsabilidade do sobrinho-neto mais velho de
três jesuítas “Azevedo Mendes”)
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Comentário
sábado, 26 de setembro de 2026
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Teodora de Jesus Sirgado com as suas filhas
Publiquei no dia 21 de Junho foto de Teodora com dois dos seus genros.
Publico agora foto de Teodora com as suas três filhas: Virgínia, Victória e Maria
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Notícia do jornal "O Almonda" publicada ontem
Porque saíu de difícil leitura, transcreve-se agora a notícia em causa:
"De passagem para Fátima passaram por esta localidade muitíssimos peregrinos que de longe vieram de carroça, de bicicleta e a pé. Dentre esses apraz-nos destacar 200 soldados da Escola Prática de Engenharia de Tancos, comandados pelo Sr. Tenente Vaz Pinto , tendo como subalterno o Sr. Alferes Miliciano José Azevedo Mendes."
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
No apêndice documental ao artigo intitulado: “Documentos paroquiais dos danos e perdas causados pelos invasores franceses em Torres Novas” da autoria de Manuela Poitout e publicado na Revista Nova Augusta nº31 de 2019 , pode ler-se a resposta do pároco da freguesia do Paço «Aos quesitos que lhe foram dados» em Abril de 1811 e que se transcreve a seguir.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Esclarecimento ao que foi publicado ontem
O artigo "O Almonda pela escrita e orientação de Alberto Dinis da Fonseca, Carlos Azevedo Mendes e Augusto Azevedo Mendes" foi publicado em três números da revista "Nova Augusta":
No nº 33 de 2021 foi publicado a 1ª e 2ª partes do artigo
No nº34 de 2022 foi publicado a 3ª parte
No nº35 de 2023 foi publicado a 4ª parte
domingo, 13 de setembro de 2026
"O Almonda" pela escrita e orientação de Alberto Dinis da Fonseca, Carlos Azevedo Mendes e Augusto Azevedo Mendes
I - Introdução
O objectivo deste artigo é analisar e tentar caracterizar o
envolvimento de três figuras de grande
impacto na sociedade torrejana no passado século XX, e na vida deste semanário
– Alberto Dinis da Fonseca, Carlos Azevedo Mendes e seu irmão Augusto Azevedo
Mendes. Deixarei de fora outras figuras
com participação regular e também marcante neste jornal como sejam o Padre
Maya, Artur Gonçalves, Gomes Santos, Faustino Bretes e ainda Manuel Pinho. Também
não abordarei temas culturais e desportivos que, com maior ou menor relevância,
estiveram sempre presentes neste semanário.
Embora na maioria das vezes Alberto, Carlos e Augusto não
assinem os seus artigos é possível com alguma certeza determinar a autoria pelo
estilo próprio da escrita de cada um. Augusto também usa vários pseudónimos
como “Mirone”, “Spectator”, “Olímpio” ou simplesmente as letras “A” ou “AM”(1).
Delimitarei
a minha análise ao período temporal que vai desde 19 de Junho de 1921 (nº100)
até final de 1962 (nº2270) que foi o ano em que faleceram Alberto Dinis da
Fonseca e Carlos Azevedo Mendes (seu irmão Augusto falecerá em 1969).
Considerarei
quatro períodos neste longo percurso da década de 20 até à década de 60 do
século passado.
II – Períodos a Considerar
1º período 1921 – 1925 Cruzada da “Boa Imprensa” e defesa do Centro
Católico
Corresponde à Direcção (embora não
assumida publicamente) de Alberto Dinis da Fonseca, em que o jornal é
completamente capturado pela cruzada da “boa imprensa”, movimento que pugnava
pela reconquista da liberdade de culto (entenda-se católico) e pela liberdade
do ensino religioso nas
escolas. O torrejano D. Manuel Mendes dos Santos (arcebispo de Évora) e o
causídico Alberto Dinis da Fonseca são duas figuras centrais desta cruzada.
Durante este período nasce o “Centro Católico” partido de que Alberto se torna
o leader local e que defende nas páginas do “seu” jornal. Este período termina com o Dr. Alberto a
entregar a Direcção deste jornal ao seu amigo e correligionário do Centro
Católico, Carlos Azevedo Mendes.
2º período 1926 – 1934 O corporativismo em marcha e o apoio às
obras de assistência locais
Carlos Azevedo Mendes afirma-se localmente como Provedor da
Misericórdia e como leader dos interesses políticos ligados à Igreja. Exerce a Direcção
efectiva do jornal ao qual consegue dar um cunho mais regionalista, defende nas
suas páginas os interesses económicos locais e a nascente politica corporativa
que o seu antigo colega de Coimbra, Salazar, começa a pôr em marcha. A doutrina
social da Igreja e o magistério do Papa e bispos são temas de 1ª página com
frequentes transcrições e comentários. Já no capítulo da doutrinação tanto
cívica como moral ressaltam os artigos de Augusto Azevedo Mendes em defesa do
conceito de família cristã e de luta contra a pobreza, luta essa baseada na
virtude da Caridade. Este médico, bem conhecedor da grande miséria existente no
Concelho, fruto das frequentes visitas domiciliárias que faz, clama sem grande
sucesso por melhores condições de habitação e higiene para os operários e
trabalhadores da vila e do concelho. As iniciativas de caracter assistencial
levadas a cabo pela Misericórdia têm também no Almonda grande divulgação e
patrocínio pela pena tanto de Carlos como de Augusto.
3º período 1935 – 1950 Continuação da defesa do “salazarismo”,
apoio crítico ao fascismo, ao nacional socialismo e apoio incondicional ao
franquismo
A importância política de Carlos Azevedo Mendes afirma-se a
nível nacional com a nomeação para representante das Misericórdias na primeira
legislatura da Câmara Corporativa. Também a nível local Carlos Azevedo Mendes é
nomeado para Presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Torres Novas. A
ocupação destes cargos implicará um inevitável afastamento do dia a dia do
jornal. Este afastamento é compensado pela presença assídua e regular de seu
irmão Augusto nas páginas do Almonda. A doutrinação corporativa e a defesa do
Estado Novo são preocupações constantes, ao lado do apoio aos colégios locais e
às iniciativas assistenciais. Os temas do fascismo em Itália, do
Nacional-Socialismo na Alemanha, bem como a guerra civil em Espanha e a
consequente segunda grande guerra são versados por ambos os irmãos como
veremos. A política de neutralidade de Salazar durante este conflito é também
defendida e louvada.
Em Abril de 50 Carlos Azevedo Mendes deixa a presidência da
Câmara mas continua como deputado na Assembleia Nacional para onde tinha
entrado no início da IV Legislatura em 1945.
4º período 1951 – 1962 O aparecimento mais notório da contestação
ao regime a nível interno e internacional e a continuação da defesa acérrima e
crispada do Salazarismo e do mito do “Império”.
Passado o
período de maior aceitação da política de Salazar a nível nacional, fruto do
saneamento das contas públicas e da política da neutralidade activa durante a
guerra de 39 a 45, começa a aumentar a contestação ao regime tanto a nível
interno como internacional. Carlos e Augusto dramatizam as posições nos seus
escritos acenando com o papão do bolchevismo e da anarquia (ou nós ou o caos).
As eleições presidenciais de 1951, com o aparecimento da
candidatura de oposição ao regime, são tratadas no Almonda com artigos que
tentam lançar o descrédito sobre a figura de Norton de Matos e apelam com
insistência à defesa do partido único, a “União Nacional “, e do seu candidato
Craveiro Lopes. Igualmente acontece em 1958 com a defesa do candidato Almirante
Américo Tomás e ataques ao General Humberto Delgado (apesar deste ser filho do
Concelho de Torres Novas).
Em 1957, no final da VI legislatura, Carlos Azevedo Mendes,
deixa a vida política activa, mas continua em Torres à frente da Misericórdia
local e deste jornal, até à data do seu falecimento.
sábado, 12 de setembro de 2026
O percurso autárquico de Carlos Azevedo Mendes (1935 a 1950)
"Nova Augusta" nº31 2019
Este trabalho tem como fonte principal e quase única as
actas das reuniões das sucessivas vereações, desde 21 de Agosto de 1935, data
da tomada de posse da Comissão Administrativa presidida por Carlos Azevedo
Mendes até 10 de Abril de 1950, altura em que termina funções por causa da
incompatibilidade do cargo com o exercício da advocacia.
Introdução
São perto de 15 anos de vida autárquica que correspondem
também à afirmação e consolidação do “Estado Novo” a nível nacional. Neste
processo Carlos Azevedo Mendes teve um papel activo como figura muito próxima
de Salazar a quem o ligavam laços de amizade desde o tempo de estudante em
Coimbra. O modelo centralizador e autoritário do Chefe do Governo foi em parte
replicado por Carlos Azevedo Mendes na autarquia de Torres Novas mas havia um
diferença de estilo importante: enquanto Salazar se fechou na redoma do seu
gabinete onde só entravam meia dúzia de “escolhidos” e “yes men”(1), Carlos
Azevedo Mendes cultivava alguma proximidade
popular e não fugia à confrontação com os seus opositores políticos
locais. Até finais de 1945 o papel da restante vereação é secundário,
limitando-se a aprovar sistematicamente as propostas do presidente. A
intervenção de Carlos Azevedo Mendes na sessão de 9 de Janeiro de 1936 sobre o
Recenseamento Eleitoral é paradigmática : “Pelo Presidente foi declarado que
fará ele próprio parte da Comissão concelhia organizadora do recenseamento
eleitoral não nomeando pois qualquer delegado”. A partir de 1946 com a
acumulação de funções de deputado e de presidente da Câmara, Carlos Azevedo
Mendes começa a entregar progressivamente a gestão camarária nas mãos do Vice-
Presidente, Dr. António Alves Vieira, até que, com a sua demissão em 10 de
Abril de 1950, este passa a substituí-lo primeiro interinamente e depois
definitivamente.
Na análise de mais de 600 actas das reuniões camarárias do
período acima referido, privilegiaremos as intervenções de carácter mais social
e político. Deixaremos de fora a contabilidade autárquica, sua politica fiscal,
pagamentos (que vinham todos às sessões camarárias), licenciamentos e as redes
escolares e viárias da responsabilidade do município. A questão da estrada de
Argea para o Entroncamento que aparece logo no início será uma excepção pelo
grande cunho político que teve.
([1]) Curiosamente registam-se duas excepções no comportamento típico de Salazar durante este mandato: uma ida ao Entroncamento com o Ministro das Obras Publicas por causa da questão da Estrada de Árgea e a visita surpresa que fez à Exposição/Feira de Produtos Regionais em Santarém.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
O percurso político de Carlos Azevedo Mendes como procurador à Câmara Corporativa (1935-1938) e deputado à Assembleia Nacional (1945-1957)
publica-se a introdução deste artigo, saído na Revista Nova Augusta nº28 do ano de 2016:
INTRODUÇÃO
O presente artigo pretende abordar a
actividade política de Carlos Azevedo Mendes na Câmara Corporativa e na
Assembleia Nacional entre as décadas de trinta e cinquenta do século passado[1]. Na Câmara Corporativa, foi
procurador em representação das misericórdias, tendo sido escolhido em
Assembleia Geral, realizada em Coimbra em 1934. Cumpriu o mandato de três anos
entre 1935 e 1938, na primeira legislatura desta Câmara, integrado na secção de
“Interesses Espirituais e Morais”. Na Assembleia Nacional, foi eleito pelo
círculo de Santarém para as IV, V e VI legislaturas, entre 1945 e 1957, tendo
exercido o mandato de deputado em acumulação com a presidência da Câmara de
Torres Novas entre 1945 e 1950.
A sua presença nas duas câmaras constitui
uma continuação do seu envolvimento político desde o tempo da sua vida
estudantil, num aggiornamento
ideológico ligado à acção católica. Neste contexto importa fixar algumas
coordenadas: presidente do Centro Académico de Democracia Cristã (Coimbra, 1910-1911,
no último ano da sua licenciatura em direito); procurador à Junta Distrital de
Santarém (1917-1926); secretário-geral do Segundo Congresso do Centro Católico
Português (1922, sendo António de Oliveira Salazar um dos outros secretários);
candidato a senador pelo Centro Católico pelo círculo de Santarém (1925)[2].
Enquanto a eleição para procurador da
Câmara Corporativa em 1935 parece resultar dum processo genuíno em que Carlos
Azevedo Mendes é indigitado a partir de uma Assembleia Geral a nível nacional
das misericórdias[3],
já 10 anos depois a eleição para deputado resulta duma nomeação política ditada
pela confiança pessoal que Salazar deveria ter no seu antigo colega e
companheiro de luta no Centro Académico de Democracia Cristã de Coimbra[4]. As listas para deputados
para a Assembleia Nacional eram objecto de especial atenção do chefe do governo
e para as quais pedia ou aceitava a colaboração de algumas figuras políticas
que lhe estavam mais próximas[5]. Depois, os nomes
escolhidos tinham a eleição garantida pela mão do partido único – a União Nacional[6].
[1]
No âmbito da preparação deste
artigo, cumpre-me agradecer à Drª. Manuela Poitout, ao Dr. Rui Costa
(Bibliotecário da Assembleia da República) e ao Doutor Nuno Estevão Ferreira
(Centro de Estudos de História Religiosa, Universidade Católica Portuguesa)
todo o apoio prestado no domínio das suas especialidades.
[2] Sobre a
actividade política de Carlos Azevedo Mendes, veja-se Manuela Poitout, «Carlos
de Azevedo Mendes: religião e poder em Torres Novas na primeira metade do
século XX», Revista Nova Augusta, nº
24 (2012): 22-30; Marta Carvalho dos Santos, «Mendes, Carlos de Azevedo
(1888-1962)», em Dicionário biográfico
parlamentar (1935-1974). Vol. II (M-Z), dir. Manuel Braga da Cruz e António
Costa Pinto, com a colaboração de Nuno Estevão Ferreira (Lisboa: ICS,
Assembleia da República, 2005), 119-120; Rita Almeida Carvalho, A Assembleia Nacional no Pós-Guerra
(1945-1949) (Lisboa: Ed. Assembleia da República, 2002), 246. Veja-se,
também, Joaquim Rodrigues Bicho, Torrejanos
de vulto (Torres Novas: Edição dos Serviços Culturais da Câmara Municipal
de Torres Novas, 1999), 47-50; Victor Manuel Lucas Rosa, Soudos Memórias do passado e depoimentos do presente (Torres Novas:
Edição da Câmara Municipal de Torres Novas, 2003), 85-88.
[3] As atas da
eleição podem ser consultadas no arquivo histórico da Misericórdia de Coimbra.
A eleição do representante das misericórdias para a 1ª Legislatura da Câmara
Corporativa (1935-1938) foi um processo muito participado. Pela importância,
tradição e centralidade geográfica, terá sido a Misericórdia de Coimbra a
escolhida para organizar a assembleia eleitoral e o seu provedor encarregue de
receber as credenciais de todas as instituições e preparar os cadernos
eleitorais. O acto realizou-se no dia 6 de Dezembro de 1934 com a presença ou
representação de 108 Misericórdias (só faltaram a esta eleição 5). Não
encontrei o caderno eleitoral desta primeira eleição mas é possível fazer o
levantamento das representações para este acto - encontram-se arquivadas numa
pasta do arquivo da Misericórdia de Coimbra, mas misturadas com as
representações para a segunda eleição em 1938, onde consta o respectivo caderno
eleitoral. O resultado do escrutínio eleitoral deu como mais votado o provedor
da Misericórdia de Torres Novas, Dr. Carlos Azevedo Mendes com 64 votos – cf.
Arquivo da Misericórdia de Coimbra, Livro das Actas das Eleições dos Provedores
Procuradores na Câmara Corporativa e Outras, 1ª acta, fl. 2. Refira-se que na
segunda eleição, em 20 de Novembro de 1938, Carlos Azevedo Mendes além de
representar por direito próprio a Misericórdia de Torres Novas, representava
também mais outras 11, a saber: Aljubarrota, Campo Maior, Ericeira, Fão,
Funchal, Miranda do Douro, Paredes de Coura, Ponta Delgada, Salvaterra do Extremo,
Valença e Vila do Porto. Esta segunda assembleia terá sido bastante conturbada
e com vários votos de protesto. Carlos Azevedo Mendes foi o terceiro provedor
mais votado.
[4] Em Fevereiro de
1911, sob a presidência de Carlos Azevedo Mendes, a sede do CADC é incendiada
por elementos das hostes republicanas que não viam com bons olhos os chamados
reaccionários da altura (ou "A Católica" como apelidavam os
militantes do CADC). A actividade do CADC foi retomada no ano lectivo
seguinte sob o impulso, entre outros, de Oliveira Salazar e Gonçalves
Cerejeira. Contextualizando o CADC na acção católica, veja-se Joana Brites,
«Construir a história. A sede do CADC em Coimbra», Lusitania Sacra, 2ª série, 19-20 (2007-2008), 121-169; J. M.
Tavares Castilho, Os Procuradores da
Câmara Corporativa (1935-1974) (Lisboa: Texto Editores, 2010), 29-31, António
Araújo, Os sons dos sinos. Estado e
igreja no advento do salazarismo (Coimbra: Tenacitas, 2010).
[5] Cf. Carvalho, A Assembleia Nacional no Pós-Guerra, 83-85; J. M. Tavares Castilho, Os Deputados da Assembleia Nacional
1935-1974 (Lisboa: Ed. Assembleia da República e Texto Editores, 2009),
231-232.
[6]
Pelo prisma das oposições,
veja-se a falta de democraticidade do processo eleitoral no Estado Novo, em
Mário Matos Lemos, Oposição e eleições no
Estado Novo / coordenação, introdução e conclusão de Luís Reis Torgal
(Lisboa: Assembleia da República, 2012).
domingo, 6 de setembro de 2026
Anúncio
Tenciono publicar durante a semana as introduções aos quatro artigos da minha autoria publicados na revista "Nova Augusta".
Quem estiver interessado em ler algum ou alguns dos artigos na íntegra, poderão solicitá-los no espaço reservado a comentários.
Os quatro artigos, como já informei anteriormente, têm os seguintes títulos:
"O percurso político de Carlos Azevedo Mendes"
"Carlos Azevedo Mendes e os Congressos das Misericórdias"
"O percurso autárquico de Carlos Azevedo Mendes"
" O Almonda pela escrita e orientações de Alberto Dinis da Fonseca, Carlos Azevedo Mendes e Augusto Azevedo Mendes"
sábado, 5 de setembro de 2026
Cândido, Carlos e Augusto
No próximo número da revista Nova Augusta, a publicar no
final do corrente ano, sairá a segunda parte do artigo “Azevedo Mendes, uma
Família Torrejana” dedicada aos três irmãos mais novos da 1ª geração “Azevedo
Mendes” – Cândido, Carlos e Augusto.
Apresentam-se agora fotos dos três manos, na adolescência,
na idade adulta e na velhice:
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Maria Joana (nova foto)
Na sequência da foto publicada em 20 de Junho, publico nova foto da Maria Joana.
Estas são as duas únicas fotos que conheço da Maria Joana.
Agradeço a quem possa ter mais alguma foto onde ela apareça, que indique no espaço para comentários.
domingo, 30 de agosto de 2026
PAGELA COMEMORATIVA
Encontro de colegas de turma no Colégio S. João de Brito.
Assinada no verso pelos participantes, dentre os quais os três futuros cunhados:
Nuno Mourão, José Azevedo Mendes e Nuno Vaz Pinto
A esclarecer se o encontro foi em Lisboa ou em Santo Tirso e ainda a data exacta: 5-12-4? (40, 41 ou 42)
sábado, 29 de agosto de 2026
Correção
As duas fotos dos manos Azevedo Mendes na praia, apresentadas no dia 21, deverão ser do Verão de 1928 e não de 1927
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Luso, Agosto de 1965
Foto facultada pelo associado Rui Beires, provavelmente tirada pelo seu pai, Eng. Carlos Beires.
Última estadia do Avô Cândido nas termas do Luso (faleceria no ano seguinte - 1966). Na foto estão também a Avó Victória, sua irmã Tia Quinhas - Maria Sirgado Antunes, o Tio Xico - Eng. Francisco Antunes e a Tia Bugia (que deveria estar de visita aos seus pais).
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Transcrição da missiva
4-12 (1979)
Meu querido neto
Obrigado pela tua carta e boas notícias que muito estimei. Este ano fico-me aqui nos Soudos por isso poderás vir quando quiseres e me darás muito gosto. Beijos à Joaninha e Isabel e para ti com muitas saudades da tua avó amiga
Victória
Não repares nestes gatafunhos, escrevo cada vez peor
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
sábado, 15 de agosto de 2026
Trabalhos de manutenção na dispensa na nossa Casa Mãe
Estado em que se encontravam as paredes
terça-feira, 21 de julho de 2026
Duas fotos do Verão de 2027 (quase centenárias)
Teresa, José Cândido, Cândida, Manuel, João e Fernando na Figueira da Foz.
A filha mais nova de Cândido e Victória - Maria de Jesus - ainda não tinha nascido.
sábado, 11 de julho de 2026
Mais uma foto do espólio do Eng. Francisco Antunes
Foto possivelmente datada de 1927 com os dois manos mais velhos dos Azevedo Mendes dos Soudos: Maria Teresa e José Cândido. Ambos com velas na mão e vestido de branco. Possivelmente no dia da 1ª Comunhão de Teresa ou da ambos.
sábado, 4 de julho de 2026
Foto do Verão de 1927 ou 1928 enviada por Cândido Azevedo Mendes para o seu cunhado Eng. Francisco Antunes
Apesar do ambiente rural, é bem provável que esta foto tenha sido tirada num quintal duma casa alugada na Figueira da Foz. Nela podemos ver três dos filhos de Cândido e Victória: Teresa, Manuel e João. A foto está escrita no verso por Cândido. Trata-se de mais uma foto inédita, pertencente ao espólio do Eng. Francisco Antunes, o qual está a ser organizado pelo seu neto Eng. João Mourão
Tanscrição do texto no verso da foto: Meu caro FranciscoNão sei se estarás ahí, contudo as minhas notícias para ahí
vão e à Maria também as dirigo. Começo por felicitá-lo pelo corte de …. Ficou
bem? Estou ansioso por ver os efeitos. Aqui estou desde segunda feira com os
pequenos que felizmente estão benzinho ainda tem alguma tosse mas quase nada,
se Deus quiser em breves dias estarão completamente bons.
A Victoria coitada ainda está nos Soudos e d’ela só tive
notícias ainda uma só vez, por um postal, não sei pois se a Maria Cândida e
Fernando estão melhores. Vae um retrato dos pequenos tirei vários e breve mando
outros
Muitos beijos de todos nós Candido
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Castanheiro bravo
Assim se apresenta frondoso este icone (centenário ou quase) no jardim de dona Victorinha na Quinta da Cerca nos Soudos
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Mari Joana
Mari Joana e as lembranças da variada e quase Auto-Suficente actividade da Casa Agrícola dos Meus Avós Maternos
Vivi
ainda dentro duma economia agrícola quase auto-suficiente com hortas, pomares,
capoeira, pocilgas, curral de ovinos, estábulo de animais de tiro e cela,
adega, lagar de azeite, destilaria de aguardente de figos, eira para debulha de
cereais e forno de cozer pão. A estrutura produtiva agrícola mantinha-se quase
intacta havia gerações. Só o velho moinho de vento, no cabeço sobranceiro ao
cemitério tinha desaparecido enquanto elemento activo duma intrincada e bem
urdida cadeia de produção. Só lhe restavam as paredes em ruína que eu escalava
em tardes solitárias, para contemplar, lentos, suaves e envolventes Pôr-do-Sol
por detrás da Serra d’Aire.
Todo
esse mundo ordenado entre senhores da terra e servos seus servidores, tão
parecido com o que reinou durante séculos por toda a Europa agrária, ainda
permanecia quase intacto, conservado por um estilo de governação e por uma
ideologia que preferia a continuidade à mudança.
Estávamos
na fronteira entre o minifúndio do Norte e o latifúndio do Sul. Vi chegar o 1º
tractor. Antes dele, e também antes de eu vir ao mundo chegara o vetusto
locomóvel a vapor que accionava por correias a debulhadora de cereais e
chegaram também os primeiros automóveis que iam convivendo com os veículos de
tracção animal. A propósito destes, lembro aquelas tardes de Domingo em que
saíamos de “breque” puxado por uma parelha de cavalos ou mulas e o cocheiro nos
levava pela estrada ainda de “maquedame” até à aldeia da minha bisavó materna
(Argea).
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Texto sobre "Recordações Equestres"
RECORDAÇÕES EQUESTRES Lisboa, 16/08/2000
Não foi gostosa a aprendizagem da arte
equestre nem fui longe nas lides com cavalos. Poucas foram as quedas mesmo
naquelas primeiras experiências de montar sòzinho quando ainda não tinha
comprimento de pernas para chegar aos estribos. Lembro um episódio caricato
ocorrido numa das muitas saídas matinais acompanhando meu tio Manuel para uma
vistoria a um rancho ocupado na apanha do figo. Montava um dócil animal, mas
mesmo assim ainda o conduzia inseguro e não consegui evitar que ele se enfiasse
debaixo de uma figueira. Passou com a garupa rente a um grosso ramo onde eu
fiquei abraçado e pendurado para irritação do meu tio que me viu sujeito à
humilhação duma risada geral do pessoal do rancho. Mas na adolescência quando
ganhei algum domínio e à vontade com estes animais pude fruir inesquecíveis
cavalgadas solitárias por recônditas veredas campestres; incursões até aos
contrafortes da Serra d’Aire a Poente e, no sentido contrário, até ao vale do
Rio Nabão a Nascente.
Algumas vezes me aventurei até Tomar
utilizando caminhos secundários que encurtavam bastante a distância. Deixava o
animal num estábulo à entrada da cidade e percorria a pé as ruas tratando de
pequenas incumbências.
O Avô que fizera vezes sem conto esta viagem
a cavalo na sua juventude quase me ralhou quando eu lhe contei que deixava o
animal às portas da cidade em vez de aproveitar para me pavonear pelas ruas
cavalgando a preceito. Esquecia-se que desde o seu tempo de menino e moço até
ao meu, passara mais de meio século e então já não era prático nem seguro
circular a cavalo na cidade. Estou a falar do início da década de sessenta,
altura em que a circulação automóvel ainda não era caótica como hoje. Passear a
cavalo no meio da cidade já não era comum, embora ainda houvesse muita carroça
e alguns asnos e mulas a circular, mas o que entristecia o meu Avô era o facto
de eu não ter nascido com vocação de marialva e de não tirar partido de tão
belas oportunidades para dar nas vistas às meninas da cidade.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Procissão em Árgea 1956
Com a imagem de Nossa Senhora de Fátima à frente. Em 2º plano a casa de José Antunes Sirgado e Teodora
terça-feira, 23 de junho de 2026
Foto talvez de 1922 - a tradição das abóboras servirem de assento para tirar fotos aos meninos
Esta foto com os filhos de Virgínia e Manuel Maia e ainda com a filha mais velha de Victória e Cândido, tem os nomes no verso e é dedicada a um tio (neste caso julgo que o tio será o Eng. Francisco Antunes, pois a foto faz parte do seu espólio que está a ser catalogado pelo Eng. João Mourão). A dedicatória é de 1925 mas a foto tem de ser de data anterior
domingo, 21 de junho de 2026
Teodora com dois dos seus genros - Cândido e Manuel Maia
Foto tirada em 1948. É bem provável que o fotógrafo tenha sido o 3º genro de Teodora, Eng. Francisco Antunes.
Esta foto também faz parte do espólio do Eng. Francisco Antunes
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Viagens de Breque até Árgea
Parte das minhas férias escolares e da São, nos anos
cincoenta, eram regularmente passadas nos Soudos. Aí estávamos entregues aos
Avós e também aos tios Manel e Bugia, ainda solteiros.
Nos últimos anos de vida da nossa bisavó Teodora, já ela
estava acamada e doente, acompanhámos a Avó Victória algumas vezes nas suas
visitas à sua mãe em Árgea. Das viagens de carro, conduzidos por um dos tios,
não guardo especiais recordações, para além da poeirada que a viatura levantava
nas estradas ainda não alcatroadas.
Guardo sim recordações das vezes que fizemos essa viagem no
breque, puxado por uma parelha de cavalos ou de mulas. Foram estas viagens
feitas sempre aos Domingos, altura em que o cocheiro Manuel Faria estava
disponível do seu trabalho de conduzir galeras. Não consta que tivesse direito
a horas extraordinárias (outros tempos…).
Poucos kms separam os Soudos de Árgea, mas a viagem de
breque já dava tempo para saborear a paisagem e observar com pormenor o casario
e seus aldeões ao atravessarmos a Lamarosa, quase sempre seguidos em correrias
pelos “cachopos” da terra. Em vez de me instalar na parte traseira do breque, onde
se sentavam a Avó e a São, cobertas e resguardadas pela capota de lona da
viatura, eu preferia sentar-me ao lado do cocheiro para apanhar a brisa da
tarde, observar os animais no seu trote ligeiro nas partes planas do caminho e
no seu penoso passo a vencer as ladeiras, observar também os campos com os seus
olivais, vinhedos, hortas com seus poços, searas e figueirais com o seu odor
característico, observar também os pequenos ribeiros, quase secos pelo estio,
nas baixas, antes de passar à entrada de Pé de Cão e antes de chegar a Árgea.
Aí éramos saudados por um grupo de miúdos para quem a chegada do breque era um
acontecimento na tarde dos seus pachorrentos domingos.
Manuel M A M Mourão
Escrito em 19 de Junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Casa de Árgea
Foto de 1961, tirada pelo Eng. Francisco Antunes e que faz parte do seu espólio:
Fachada principal da casa de José Sirgado e de sua esposa Teodora.
Nesta casa nasceram as três filhas deste casal: Virgínia, Victória e Maria
Na fachada está reflectida a sombra da cruz do campanário da igreja.
Em primeiro plano a árvore centenária onde sempre se fixaram os avisos e editais
Ainda a foto publicada ontem
Esta foto foi encontrada no espólio do Eng. Francisco Antunes (genro da Matriarca Teodora).
Como já informei, este espólio está a ser tratado e classificado pelo Eng. João Mourão.
terça-feira, 16 de junho de 2026
Teodora com alguns dos seus netos e bisnetos
Esta é uma foto histórica tirada num dia em que alguns netos e bisnetos visitaram sua avó e bisavó Teodora.
Foto tirada no quintal da casa de Árgea em 1953.
Presentes representantes das três famílias descendentes de Teodora e José Sirgado: os Maia, os Azevedo Mendes e os Antunes.
Nomes do presentes nesta foto: Lena Maia (que faleceu jovem), Gina Antunes (que casou com o Dr. Rafael Enes Ferreira, Teodora de Jesus Sirgado ( a Matriarca), Bugia Azevedo Mendes (que casou com o Eng. Carlos Beires), Maria Cláudia (casada com José Cândido Azevedo Mendes), Manuel Azevedo Mendes, Celeste Maia ( casada com Dr. Filipe Sentieiro também presente na foto), Xiquito Antunes (filho de Maria Sirgado Antunes e do Eng. Francisco Antunes), João Azevedo Mendes, José Cândido Azevedo Mendes, Fernando Azevedo Mendes. Ao colo de Teodora seu bisneto José Castelo Branco Azevedo Mendes (bebé de poucos meses), ao colo de Bugia a Luisa Azevedo Mendes (posteriormente Velho da Palma por casamento), ao colo da Cláudia, Teresa Vaz Pinto (posteriormente Avilez por casamento). Por último, o bisneto mais velho de Teodora - João Manuel Sentieiro (filho de Celeste e Filipe Sentieiro)
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Teresa Sirgado Azevedo Mendes e dois dos seus primos Sirgado Maia
Foto talvez de 1924. Teresa com uma pequena boneca na mão e dois dos seus primos Sirgado Maia - um menino e uma menina.
Esta é mais uma foto encontrada no espólio do Eng. Francisco Antunes pelo seu neto Eng. João Mourão
domingo, 14 de junho de 2026
Continuando
Os meninos e a abóbora grande no terraço da Casa Mãe dos Soudos depois deste receber o novo piso com tijoleira e azulejos e também a cobertura.
Em segundo plano pode ver-se Maria de Jesus (Bugia) a mais nova da 3ª geração dos Azevedo Mendes dos Soudos
1945 - 1951 fotos com os dois netos mais velhos de Cândido e Victória (início da 4ª geração Azevedo Mendes dos Soudos)
Os dois Manuéis - Manuel (padrinho) e Manuel (manelinho) afilhado.
Na varanda da Casa Mãe dos Soudos, quando ela ainda não era coberta.
sábado, 13 de junho de 2026
Três irmãs e três cunhados
Esta é mais uma foto recuperada do espólio do Eng. Francisco Antunes pelo seu neto Eng. João Mourão. Foto que deverá ser de 1921 onde podemos visualizar as três irmãs Sirgado - Virgínia, a mais velha ao centro com um filho ao colo, Victória e Maria; os três cunhados - Cândido Azevedo Mendes, Manuel Maia e Francisco Rodrigues Antunes. Na foto encontram-se ainda outras três senhoras não identificadas , vários filhos de Virgínia e Manuel Maia e ainda a filha mais velha de Cândido e Victória - Maria Teresa
terça-feira, 2 de junho de 2026
Nomes dos meninos do anterior post
Carlos Augusto Azevedo Mendes Dinis da Fonseca
Álvaro Azevedo Mendes Dinis da Fonseca
Manuel Maria Roxanes de Carvalho Azevedo Mendes
Maria Teresa Sirgado Azevedo Mendes
José Cândido Sirgado Azevedo Mendes
terça-feira, 26 de maio de 2026
Cândido, Carlos e Augusto
Hoje publico a foto mais antiga que conheço destes três manos da 1ª geração "Azevedo Mendes"
Estimo que esta foto possa ter sido tirada entre 1903 e 1905 do século XX
Estão os três manos "bem aperaltados" e a foto é tirada com um cenário que deveria fazer parte do estúdio do fotógrafo que seria espanhol, pois assina na cercadura: "M. de las Heras".




















