Teresa, José Cândido, Cândida, Manuel, João e Fernando na Figueira da Foz.
A filha mais nova de Cândido e Victória - Maria de Jesus - ainda não tinha nascido.
Associação Amigos da Cerca - Soudos
Teresa, José Cândido, Cândida, Manuel, João e Fernando na Figueira da Foz.
A filha mais nova de Cândido e Victória - Maria de Jesus - ainda não tinha nascido.
Foto possivelmente datada de 1927 com os dois manos mais velhos dos Azevedo Mendes dos Soudos: Maria Teresa e José Cândido. Ambos com velas na mão e vestido de branco. Possivelmente no dia da 1ª Comunhão de Teresa ou da ambos.
Apesar do ambiente rural, é bem provável que esta foto tenha sido tirada num quintal duma casa alugada na Figueira da Foz. Nela podemos ver três dos filhos de Cândido e Victória: Teresa, Manuel e João. A foto está escrita no verso por Cândido. Trata-se de mais uma foto inédita, pertencente ao espólio do Eng. Francisco Antunes, o qual está a ser organizado pelo seu neto Eng. João Mourão
Tanscrição do texto no verso da foto: Meu caro FranciscoNão sei se estarás ahí, contudo as minhas notícias para ahí
vão e à Maria também as dirigo. Começo por felicitá-lo pelo corte de …. Ficou
bem? Estou ansioso por ver os efeitos. Aqui estou desde segunda feira com os
pequenos que felizmente estão benzinho ainda tem alguma tosse mas quase nada,
se Deus quiser em breves dias estarão completamente bons.
A Victoria coitada ainda está nos Soudos e d’ela só tive
notícias ainda uma só vez, por um postal, não sei pois se a Maria Cândida e
Fernando estão melhores. Vae um retrato dos pequenos tirei vários e breve mando
outros
Muitos beijos de todos nós Candido
Assim se apresenta frondoso este icone (centenário ou quase) no jardim de dona Victorinha na Quinta da Cerca nos Soudos
Mari Joana e as lembranças da variada e quase Auto-Suficente actividade da Casa Agrícola dos Meus Avós Maternos
Vivi
ainda dentro duma economia agrícola quase auto-suficiente com hortas, pomares,
capoeira, pocilgas, curral de ovinos, estábulo de animais de tiro e cela,
adega, lagar de azeite, destilaria de aguardente de figos, eira para debulha de
cereais e forno de cozer pão. A estrutura produtiva agrícola mantinha-se quase
intacta havia gerações. Só o velho moinho de vento, no cabeço sobranceiro ao
cemitério tinha desaparecido enquanto elemento activo duma intrincada e bem
urdida cadeia de produção. Só lhe restavam as paredes em ruína que eu escalava
em tardes solitárias, para contemplar, lentos, suaves e envolventes Pôr-do-Sol
por detrás da Serra d’Aire.
Todo
esse mundo ordenado entre senhores da terra e servos seus servidores, tão
parecido com o que reinou durante séculos por toda a Europa agrária, ainda
permanecia quase intacto, conservado por um estilo de governação e por uma
ideologia que preferia a continuidade à mudança.
Estávamos
na fronteira entre o minifúndio do Norte e o latifúndio do Sul. Vi chegar o 1º
tractor. Antes dele, e também antes de eu vir ao mundo chegara o vetusto
locomóvel a vapor que accionava por correias a debulhadora de cereais e
chegaram também os primeiros automóveis que iam convivendo com os veículos de
tracção animal. A propósito destes, lembro aquelas tardes de Domingo em que
saíamos de “breque” puxado por uma parelha de cavalos ou mulas e o cocheiro nos
levava pela estrada ainda de “maquedame” até à aldeia da minha bisavó materna
(Argea).
RECORDAÇÕES EQUESTRES Lisboa, 16/08/2000
Não foi gostosa a aprendizagem da arte
equestre nem fui longe nas lides com cavalos. Poucas foram as quedas mesmo
naquelas primeiras experiências de montar sòzinho quando ainda não tinha
comprimento de pernas para chegar aos estribos. Lembro um episódio caricato
ocorrido numa das muitas saídas matinais acompanhando meu tio Manuel para uma
vistoria a um rancho ocupado na apanha do figo. Montava um dócil animal, mas
mesmo assim ainda o conduzia inseguro e não consegui evitar que ele se enfiasse
debaixo de uma figueira. Passou com a garupa rente a um grosso ramo onde eu
fiquei abraçado e pendurado para irritação do meu tio que me viu sujeito à
humilhação duma risada geral do pessoal do rancho. Mas na adolescência quando
ganhei algum domínio e à vontade com estes animais pude fruir inesquecíveis
cavalgadas solitárias por recônditas veredas campestres; incursões até aos
contrafortes da Serra d’Aire a Poente e, no sentido contrário, até ao vale do
Rio Nabão a Nascente.
Algumas vezes me aventurei até Tomar
utilizando caminhos secundários que encurtavam bastante a distância. Deixava o
animal num estábulo à entrada da cidade e percorria a pé as ruas tratando de
pequenas incumbências.
O Avô que fizera vezes sem conto esta viagem
a cavalo na sua juventude quase me ralhou quando eu lhe contei que deixava o
animal às portas da cidade em vez de aproveitar para me pavonear pelas ruas
cavalgando a preceito. Esquecia-se que desde o seu tempo de menino e moço até
ao meu, passara mais de meio século e então já não era prático nem seguro
circular a cavalo na cidade. Estou a falar do início da década de sessenta,
altura em que a circulação automóvel ainda não era caótica como hoje. Passear a
cavalo no meio da cidade já não era comum, embora ainda houvesse muita carroça
e alguns asnos e mulas a circular, mas o que entristecia o meu Avô era o facto
de eu não ter nascido com vocação de marialva e de não tirar partido de tão
belas oportunidades para dar nas vistas às meninas da cidade.
Com a imagem de Nossa Senhora de Fátima à frente. Em 2º plano a casa de José Antunes Sirgado e Teodora
Esta foto com os filhos de Virgínia e Manuel Maia e ainda com a filha mais velha de Victória e Cândido, tem os nomes no verso e é dedicada a um tio (neste caso julgo que o tio será o Eng. Francisco Antunes, pois a foto faz parte do seu espólio que está a ser catalogado pelo Eng. João Mourão). A dedicatória é de 1925 mas a foto tem de ser de data anterior
Foto tirada em 1948. É bem provável que o fotógrafo tenha sido o 3º genro de Teodora, Eng. Francisco Antunes.
Esta foto também faz parte do espólio do Eng. Francisco Antunes
Parte das minhas férias escolares e da São, nos anos
cincoenta, eram regularmente passadas nos Soudos. Aí estávamos entregues aos
Avós e também aos tios Manel e Bugia, ainda solteiros.
Nos últimos anos de vida da nossa bisavó Teodora, já ela
estava acamada e doente, acompanhámos a Avó Victória algumas vezes nas suas
visitas à sua mãe em Árgea. Das viagens de carro, conduzidos por um dos tios,
não guardo especiais recordações, para além da poeirada que a viatura levantava
nas estradas ainda não alcatroadas.
Guardo sim recordações das vezes que fizemos essa viagem no
breque, puxado por uma parelha de cavalos ou de mulas. Foram estas viagens
feitas sempre aos Domingos, altura em que o cocheiro Manuel Faria estava
disponível do seu trabalho de conduzir galeras. Não consta que tivesse direito
a horas extraordinárias (outros tempos…).
Poucos kms separam os Soudos de Árgea, mas a viagem de
breque já dava tempo para saborear a paisagem e observar com pormenor o casario
e seus aldeões ao atravessarmos a Lamarosa, quase sempre seguidos em correrias
pelos “cachopos” da terra. Em vez de me instalar na parte traseira do breque, onde
se sentavam a Avó e a São, cobertas e resguardadas pela capota de lona da
viatura, eu preferia sentar-me ao lado do cocheiro para apanhar a brisa da
tarde, observar os animais no seu trote ligeiro nas partes planas do caminho e
no seu penoso passo a vencer as ladeiras, observar também os campos com os seus
olivais, vinhedos, hortas com seus poços, searas e figueirais com o seu odor
característico, observar também os pequenos ribeiros, quase secos pelo estio,
nas baixas, antes de passar à entrada de Pé de Cão e antes de chegar a Árgea.
Aí éramos saudados por um grupo de miúdos para quem a chegada do breque era um
acontecimento na tarde dos seus pachorrentos domingos.
Manuel M A M Mourão
Escrito em 19 de Junho de 2026
Foto de 1961, tirada pelo Eng. Francisco Antunes e que faz parte do seu espólio:
Fachada principal da casa de José Sirgado e de sua esposa Teodora.
Nesta casa nasceram as três filhas deste casal: Virgínia, Victória e Maria
Na fachada está reflectida a sombra da cruz do campanário da igreja.
Em primeiro plano a árvore centenária onde sempre se fixaram os avisos e editais
Esta foto foi encontrada no espólio do Eng. Francisco Antunes (genro da Matriarca Teodora).
Como já informei, este espólio está a ser tratado e classificado pelo Eng. João Mourão.
Esta é uma foto histórica tirada num dia em que alguns netos e bisnetos visitaram sua avó e bisavó Teodora.
Foto tirada no quintal da casa de Árgea em 1953.
Presentes representantes das três famílias descendentes de Teodora e José Sirgado: os Maia, os Azevedo Mendes e os Antunes.
Nomes do presentes nesta foto: Lena Maia (que faleceu jovem), Gina Antunes (que casou com o Dr. Rafael Enes Ferreira, Teodora de Jesus Sirgado ( a Matriarca), Bugia Azevedo Mendes (que casou com o Eng. Carlos Beires), Maria Cláudia (casada com José Cândido Azevedo Mendes), Manuel Azevedo Mendes, Celeste Maia ( casada com Dr. Filipe Sentieiro também presente na foto), Xiquito Antunes (filho de Maria Sirgado Antunes e do Eng. Francisco Antunes), João Azevedo Mendes, José Cândido Azevedo Mendes, Fernando Azevedo Mendes. Ao colo de Teodora seu bisneto José Castelo Branco Azevedo Mendes (bebé de poucos meses), ao colo de Bugia a Luisa Azevedo Mendes (posteriormente Velho da Palma por casamento), ao colo da Cláudia, Teresa Vaz Pinto (posteriormente Avilez por casamento). Por último, o bisneto mais velho de Teodora - João Manuel Sentieiro (filho de Celeste e Filipe Sentieiro)
Foto talvez de 1924. Teresa com uma pequena boneca na mão e dois dos seus primos Sirgado Maia - um menino e uma menina.
Esta é mais uma foto encontrada no espólio do Eng. Francisco Antunes pelo seu neto Eng. João Mourão
Os meninos e a abóbora grande no terraço da Casa Mãe dos Soudos depois deste receber o novo piso com tijoleira e azulejos e também a cobertura.
Em segundo plano pode ver-se Maria de Jesus (Bugia) a mais nova da 3ª geração dos Azevedo Mendes dos Soudos
Os dois Manuéis - Manuel (padrinho) e Manuel (manelinho) afilhado.
Na varanda da Casa Mãe dos Soudos, quando ela ainda não era coberta.
Esta é mais uma foto recuperada do espólio do Eng. Francisco Antunes pelo seu neto Eng. João Mourão. Foto que deverá ser de 1921 onde podemos visualizar as três irmãs Sirgado - Virgínia, a mais velha ao centro com um filho ao colo, Victória e Maria; os três cunhados - Cândido Azevedo Mendes, Manuel Maia e Francisco Rodrigues Antunes. Na foto encontram-se ainda outras três senhoras não identificadas , vários filhos de Virgínia e Manuel Maia e ainda a filha mais velha de Cândido e Victória - Maria Teresa
Carlos Augusto Azevedo Mendes Dinis da Fonseca
Álvaro Azevedo Mendes Dinis da Fonseca
Manuel Maria Roxanes de Carvalho Azevedo Mendes
Maria Teresa Sirgado Azevedo Mendes
José Cândido Sirgado Azevedo Mendes
Hoje publico a foto mais antiga que conheço destes três manos da 1ª geração "Azevedo Mendes"
Estimo que esta foto possa ter sido tirada entre 1903 e 1905 do século XX
Estão os três manos "bem aperaltados" e a foto é tirada com um cenário que deveria fazer parte do estúdio do fotógrafo que seria espanhol, pois assina na cercadura: "M. de las Heras".
Para terminar a trilogia da árvore genealógica redonda, muito bem conseguida pela Arq. Inês e seu esposo António, vai agora a foto de seu filho Manuel à frente da dita.
Aqui a árvore já está vestida com folhas. Cada folha representa um filho, ou um neto, ou um bisneto ou um trineto
Arvore redonda concebida pela Arq. Inês Beires e seu esposo piloto aviador António
Aqui nesta foto a árvore
No passado dia 9 deste mês de Maio realizou-se nas adegas da nossa Casa Mãe mais um encontro, desta vez de bisnetos e trinetos da Cândido e Victória. Foi um encontro muito bem organizado e que correu muito bem segundo relatos que me foram chegando. Houve actividades para todas as idades e uma surpreza trazida pela associada Inês Beires e seu esposo aviador. Trata-se de uma árvore genealógica a partir de Cândido e Victória que tem a particularidade de ser circular. Espero poder vir a colocar neste blog uma foto desta interessante obra.
No último número da revista "Nova Augusta" - nº37, publicado no final do ano passado , está publicada a 1ª parte do artigo intitulado "Azevedo Mendes - uma família torrejana"
Nº24 - 2012 "Religião e poder em Torres Novas na 1ª metade do sec.XX" de Manuela Poitout
Nº28 - 2016 "O percurso político de Carlos Azevedo Mendes" de Manuel Mourão
Nº30 - 2018 "Carlos Azevedo Mendes e os Congressos das Misericórdias" de Manuel Mourão
Nº31 - 2019 "O percurso autárquico de Carlos Azevedo Mendes" de Manuel Mourão
Nº33 - 2021 "O Almonda pela escrita e orientações de Alberto Dinis da Fonseca, Carlos Azevedo Mendes e Augusto Azevedo Mendes" de Manuel Mourão (parte I 1921-1934)
Nº34 - 2022 Idem (parte II 1935 - 1950)
Nº35 - 2023 Idem (parte III 1951 - 1962)
No livro intitulado "SOUDOS Memórias dos passado, Depoimentos do Presente" da autoria de Vitor Manuel Lucas Rosa e integrado na colecção "Temos Torrejanos" nº23, encontra-se uma relação dos registos de veículos de tracção animal. Nesta relação figuram os seguintes registos em nome de Cândido Azevedo Mendes:
5-1-1931 Carroça e Galera
26-1- 1940 3 Galeras
26-1- 1940 2 Breks
26-1- 1940 2 Carros de Bois
26-1- 1940 2 Carroças
No passado dia 11 de Abril foi realizada a Assembleia Geral da Associação dos Amigos da Cerca - Soudos para apreciação e votação do Relatório e Contas relativos ao ano de 2025 e para apresentação do Plano de Actividades para o corrente ano.
Foram o Relatório e as Contas contas aprovados por unanimidade com um voto de louvou a Direcção pelo expressivo resultado económico conseguido.
Igualmente foi aprovado por unanimidade o Plano de Actividades apresentado.